22 de novembro de 2009

Jogos de azar


Em um momento muita coisa muda
O tempo fecha e o vento sopra
A chuva bate no telhado com um grande barulho
E a dor de um raio não passa.
Em um momento o peixe do áquario pode morrer
E a água não passará de uma matéria em estado de putrefação
O musgo cobrirá as paredes
E nada tirará o cheiro de morte.
Em um segundo (ou menos)
A vida pode desmoronar em sua cabeça
E você não encontrará ajuda,
Mas sim uma platéia rindo de sua tragédia.

13 de novembro de 2009

Sexta-Feira 13


Do medo fez-se a solidão
E do vazio de um coração,
A mesma supertição
De que não faz bem a escuridão

E na tempestade do sentimento
Percebe-se que a vida é só um momento
Um barco a velas, sem vento,
Um gato preto correndo.

E nas escadas que se passa,
A sorte que não se acha
Talvez a vida seja assim, azarada
Em uma sexta-feira 13 que não acaba.

6 de novembro de 2009

Presa no ar


Vivendo uma vida de ferro
Onde o coração mostra-se longe
Caminhando praticamente sem sentido
Procurando um motivo para seguir.

As flores são de mármores
Presas em um vaso vivo
E é assim que se sente
Um robô movido a pilhas.

E as folhas caem ao chão
Secam e morrem sozinhas
Assim como a vida se vai,
Velha, cinza e ranzinza.