28 de julho de 2010

Melodia


Ah solidão...
Como tem me feito mal a tua companhia
Como eu preciso da tua mão...
Mais uma vez não sei como continuar o poema
Tão igual quanto qualquer outro
Tão diferente quanto todos....
Solidão... Como tua vinda tem sido corriqueira
E como tua companhia tem me extasiado
Da mesma forma que tem feito odiar-me
Ah maldita e bendita solidão...
Meu constante estado de espírito
Saia de mim e leve esse pingente
Da corrente que um dia me uniu a ti.

26 de julho de 2010

Xadrez


São meus erros que te levam à glória?
É a minha destruição que traz tua felicidade?
Olhe ao teu redor e veja:
Xeque-mate.
Ainda tens todos os peões
Mas com minha Dama destruirei teu Rei
Não, não há como escapar
Uma casa acima e meu Cavalo te pega
E cuidado com a Torre ao lado
Sim, é Xeque-mate
Fim de jogo.

25 de julho de 2010

Realidade


Tu vives bem sem meu amor
A vida que almejava, não é para mim,
Um lobo solitário a discordar de tudo,
Tu vives bem sem mim,
Covarde e egoísta,
Sem pensar na felicidade dos outros.
O que era fantasia o que tornou?
A minha dor de cada dia
O pesadelo de acordar.

Sonho

O que dói não tem mais força para bater
O que resta é a solidão imaginária
Talvez fosse verdade quando disseste 'covardia'
Talvez fosse ilusão desde o princípio.
A torre ergue-se longe do solo
E sempre foi manipulada,
A bandeira bate forte contra o mastro
E o que dói não tem mais força
E a história de que o tempo cicatriza, já não cura
Ergue-se longe do solo
Inalcançável para as mãos
...são os teus cabelos...

20 de julho de 2010

Queda


Os laços foram divididos, foram separados
Ninguém notou
Foi como se a imagem não refletisse
Nem o reflexo no espelho
Nem em fotos 3x4
Laços separados por uma pedra no sapato
Que machuca apenas um dos pés
Enquanto o outro continua confortável.
Foi como se a dor não se propagasse
Nem em fotos 3x4...
O nó foi desatado.

14 de julho de 2010

Elo de separação


Por mais forte os laços que sejam
Por maior a amizade verdadeira
Falsos os lemas
Antiquadas fronteiras.

Por maior humildade do amor
E significado da vaidade
Falsas as rimas
Tola idade

Por mais insignificantes as intrigas
Por mais fortes os laços
Brava briga
Rude abraço

13 de julho de 2010

Alma


Versos engasgados compunham uma canção
Pelas páginas de um livro
Onde lágrimas exaustas mancharam.

Versos presos escreveram um poema
Por solos e paredes de uma trincheira
Onde marcas e tiros cravaram.

Palavras escondidas submeteram-se à tortura
Gritaram, choraram, sem se salvar
Por campos e nascentes, expiraram pelo ar.

Fugiram, fazendo-se notar
Apenas queriam alcançar teus ouvidos
Fazer-te escutar os versos perdidos...

8 de julho de 2010

Por onde andei


Gosto do silêncio das ruas escuras e vazias
Gosto da solidão e de correntes
Que não prendem, mas libertam

Gosto do cinza e da fantasia
Iluminada pela luz pálida de uma lua laranjada
Gosto do meu mundo e de como o faço.

Gosto das palavras na hora certa
E do conforto do abraço
Gosto da vida e da morte.

Ah, multidões,
Como me perco de mim entre vocês
Prefiro o silêncio e a solidão das ruas vazias...

7 de julho de 2010

Mal-me-quer


Aos trapos e fiapos
Mais que descosturado:
Rasgado.
Na solidão ele se dilacera
E finge que não vê
E finge que não ouve
Dissimula o amor que sente
Vergonha, pecado e talvez perdão.
O assassino só assiste
Com um sorriso nos lábios, vê o sangue
Cortado foi, como que com bisturi
"Traga o Super Bonder, talvez ainda de pra colar."

4 de julho de 2010

Sofrimento


Apenas a fraca luz do abajur ilumina
Não só o recinto, como também as idéias.
Vagalumes morreram com o mal
A aurora e o crepúsculo desapareceram
Não há mais lua, nem sol, nem estrelas
Há nuvens pesadas e frias.
Não há luz...
Só a luz fraca do abajur...
Que deixa um ar fantasmagórico no ar.
Fora isso, não há mais nada
Não há espaço
Só para a escuridão e... Só.

3 de julho de 2010

Fechado


Esqueci as fotos ao sol
E elas desbotaram
Desbotaram feito meu sorriso
E as lágrimas que já não caem,
Feito o sentimento e o amor
E o sangue no chão do quarto...
Esqueci as fotos ao sol
E elas se retorceram
Feito a vida, cheia de curvas
E o sofrimento que trouxe minha depressão.
E as imagens (das fotos) foram esquecidas
Por que os olhos de quem as tirou
Viam a beleza
E os olhos de quem as tirou
Agora só enxergam tristeza
E solidão...