19 de outubro de 2012

Nova Estação


E o vento brinca com a minha saia
E eu deixo.
O sabiá canta a primavera ao longe,
O imito.
O vento balança meu cabelo
E não o impeço,
Pois em meio aos dissabores,
O amor sempre é livre.

1 de junho de 2012

Sussuro


Não chore mais, meu anjo: a vida continua embora não acredite
Teus olhos verdes não perderão a cor com tuas lágrimas
Mas não pode correr o risco de congelá-los
Nem a alma.
Talvez nunca encontre as resposta para as perguntas
Então não chore, querida...
Não nos deixe sem teu sorriso precioso
Sem a alegria vista em teus olhos.
Não chore. Não mude. Não nos abandone.

Com carinho, à Sa.

31 de maio de 2012

Falsa Promessa


Nem Deus poderia imaginar a causa e o efeito.
Não poderia imaginar a tristeza existente nos olhos verdes
E o buraco que deixaria no coração.
Lágrimas, soluços, gritos internos
Nenhum abraço, por mais poderoso, poderia agarrar a angústia
Mil perguntas na cabeça e nenhuma resposta no coração.
Mil sentimentos. Nenhuma palavra para definir.

Dedicado, com muitio amor, à Sa.

22 de abril de 2012

Nostalgia


Quando os primeiros acordes começaram
Foi como um zumbido.
E foi ficando claro. Foi ficando escuro.
Quente e frio.

Aquela velha música reviveu o velho sentimento.

Reviveu uma lembrança que nem era lembrada. 
O momento esquecido. O sorriso. O choro.
O passado.

Até o tempo queria voltar
Até as palavra,
Mas o apito soou. Era o momento partindo.
E foi ficando claro e escuro...
E frio... Muito frio.

Presságio



Vi o fim do mundo
Quando em uma barra de ferro o diamante se despedaçou
A areia do mar virou lama
E engoliu a própria Terra.
Quando as palavras não faziam mais sentido
Como números
Quando o horizonte virou uma vértice.

Vi o fim do mundo quando nada mais importava.
Nem os olhos, o olhar, a lágrima.
Quando estrelas começaram cair
E o sol parecia carvão.

Vi o fim do mundo quando mais nada tinha para se ver
Além do mistério do fim do mundo...

21 de maio de 2011

Fases da Lua


E jamais o tempo apagaria algo!
Nem marcas na areia, para elas a construção de um castelo,
ou uma catacumba...
E nada seria esquecido,
Apenas pequenas intrigas e grandes ódios.
As pedras do caminho seriam utilizadas
E os pássaros...
Ah... Os passarinhos...
Que cantarão tão belos e alegres sonetos todas manhãs
Voariam e levariam alegria a todos lugares.
Alegria de uma menina que já chorou.

30 de abril de 2011

Anjo


Abriste tuas asas para salvar
E em meio a comédia humana
Descarregaste o mais singelo dos sentimentos.
Abriste tuas asas e olhos
E te lançaste ao precipício
Para alcançar o que tanto te era querido.
E foi a força desse olhar lambirintesco
Que salvou a criatura do ódio
Que elevou-a ao sentimento do amor.

23 de fevereiro de 2011

Empurrão


Asas bateram para alçar voo
Impedido por uma pedra no calcanhar.
Aquiles.
Asas que sufocadas pela escuridão
Desmancharam feito cera.
Feito Ícaro.
Asas que surpreenderam pela música.
Asas. Apenas asas que prenderam.
Impedidas por uma pedra no calcanhar.

11 de janeiro de 2011

Conversión


Los labios de la tierra la hicieran
Y del barro, seco por el fuego, surgió
Fuerte en sentimientos, no podría llorar.
Mamá tierra la hice para tener los pies en el suelo
Pero le dió los ojos convertidos para el cielo. Para el aire.
Y un papel y una pluma para sus anotaciones. Sus alas.
Con lágrimas en los ojos y sueños, no podría sonreír
Y hecha de tierra, se convertió en piedra.
Petrificada en sentimientos.

22 de dezembro de 2010

Corrente II


Força é algo que sempre teve
E a cada passo dado, a coragem de um herói.
O caminho, sempre pedregoso, levava pés firmes
E em meio aos tropeços, mãos amigas surgiam.

Força nunca faltou para alguém com coragem de lutar
Embora entre dificuldades e borrões: injustiças
Fazia-se o desânimo e alegria forçada
Fazia-se vigor com valentia.

E a cada passo dado, a coragem
De alguém que já caiu para voltar a lutar.
Com armas mais poderosas que fogo ou metal
Que só poderiam ser encontradas no coração de quem tem amor pela vida.

Dedicado, com muito amor e carinho, a Wilson.

19 de dezembro de 2010

Sucessão


Levanta-se das cinzas e volta o temporal
Vindo de outro planeta, amarelado e frágil,
Demente.
Entrega-se somente sob punição
E a sanidade se esvai. Evapora. Dilui.

Levanta-se das cinzas e recebe o furacão
Olho-a-olho. Dente-a-dente. Finge eternidade,
Desmente.
Tortura-se e culpa-se das desvantagens
E vem a loucura. E toma parte do ser.

10 de dezembro de 2010

Bem-me-quer


Aos suspiros e aos prantos
A voz de um novo amigo
Silencioso e mudo e ouvinte
Escutador de segredos
O abraço e o aconchego entre lágrimas e cabelos
Entre a vida, o vício e o arrependimento.

Aos suspiros, aos prantos
O doce toque do novo amigo
Portador de um novo caminho, nova vida
Seguro de si e dos outros
Confiante na vida e no amor
Desafiando o passado e as fotografias.

7 de dezembro de 2010

Abraço Eterno


Presa nas garras da tua fantasia
Silenciosa e muda. Ritmica.
Presa no teu perfume
Avermelhado e tímido
Presa nos teus cabelos encaracolados
No teu pensamento, teu coração
Presa, por querer, no teu destino,
Acorrentada na tua vida.
Assim me sinto, no teu abraço.

21 de setembro de 2010

Pensamentos


Foram-se palavras, sorrisos e lembranças
Foram-se caminhos e abismos
Amigos e inimigos
Foram-se até mesmo as despedidas
O que sobrou foi um espectro
Vazio e sem vida
Segurando-se por cadarço desamarrado
Foram-se até lágrimas e sentimentos
Tristezas e felicidades
Mas sobrou uma caixa de Pandora
Pronta e tentadora para ser aberta
E espalhar seu mal.

28 de agosto de 2010

Metalinguagem


As palavras não duvidam da verdade
As palavras não se chateiam, nem se emocionam
Apenas escutam silenciosas
E acalmam como a água em pele queimada.
As palavras não duvidam do certo e errado
Apenas veem a verdade como um todo
A verdade como tudo que é.
As palavras...
Amizade infinita, amor divino
Com as únicas que confiam...
E entendem a verdade.

19 de agosto de 2010

Desejo


Fruto proibido, esses teus lábios...
Que de tanto olhar-los não resisto a tentação
Doce sabor, o teu perfume
Que mesmo longe, sinto-o tão presente em mim...
Mistura de amor e paixão
É a substância do teu abraço
Sinto teu coração...
Acelerado...
Bate com o meu...
Enamorado...
Fizeste teu feitiço e a mim enfeitiçaste
Aquela que jurou nunca sentir nada...
Bate com o teu...
Apaixonados...

17 de agosto de 2010

Confissões


Para que esconder o que já sabes?
Se o que sinto é verdadeiro
E há tempos não sentia o sol queimar
Se tudo que fazia mal diluiu-se
Se agora a vida é bela... Notei...
E teu sorriso ilumina
Ilumina a escuridão que há muito tempo foi inimiga
Tira-me da alta torre...
Só com o teu sorriso
...e os teus cabelos...

8 de agosto de 2010

Imaturidade

Sabe o significado de "poema"?


Ô sentimento arrebatador
Que muito tenta grudar-se
Vá, se mande com ele
Fuja e arraste essa dor.

Vá, me exclua da tua vida,
Mas, sabe o que significa "amor"?
É passar madrugadas no teu pensamento...
Tentando justificar tua saída

Mas vá, esqueça-me, como tento
E nos meus poemas
Só ficará a marca de tempos mais remotos
De um antigo contentamento...

'Não, não ligue mais
Troquei tuas lágrimas por belos sorrisos
Só não pude trocar teu coração...'

2 de agosto de 2010

Conto de Fadas


Ainda busco aquele da minha torre de marfim
Onde andará?
Em seu corsel branco com crina prateada
Andando sobre nuvens
Segurando uma espada...
Onde andará aquele que enfrentará a vida por mim?
Ora... Quem será?
Quem se colocará a prova por algo sem valor...
Por alguém que já afastou seus guerreiros...?
Haverá mais alguém?

1 de agosto de 2010

Raízes


Terra fresca e molhada
Pelas gotas do orvalho e da manhã
Raízes como âncoras e alicerces
Apenas prendem...
Orgulhosas como são
Mantém os olhos fixos no céu
Inalcançável para seus galhos
Prende-se e afoga-se pelo lamaçal
Deixa-se engolir pelas gotas do orvalho e da manhã
E as estrelas continuam a esperar suas folhas...

28 de julho de 2010

Melodia


Ah solidão...
Como tem me feito mal a tua companhia
Como eu preciso da tua mão...
Mais uma vez não sei como continuar o poema
Tão igual quanto qualquer outro
Tão diferente quanto todos....
Solidão... Como tua vinda tem sido corriqueira
E como tua companhia tem me extasiado
Da mesma forma que tem feito odiar-me
Ah maldita e bendita solidão...
Meu constante estado de espírito
Saia de mim e leve esse pingente
Da corrente que um dia me uniu a ti.

26 de julho de 2010

Xadrez


São meus erros que te levam à glória?
É a minha destruição que traz tua felicidade?
Olhe ao teu redor e veja:
Xeque-mate.
Ainda tens todos os peões
Mas com minha Dama destruirei teu Rei
Não, não há como escapar
Uma casa acima e meu Cavalo te pega
E cuidado com a Torre ao lado
Sim, é Xeque-mate
Fim de jogo.

25 de julho de 2010

Realidade


Tu vives bem sem meu amor
A vida que almejava, não é para mim,
Um lobo solitário a discordar de tudo,
Tu vives bem sem mim,
Covarde e egoísta,
Sem pensar na felicidade dos outros.
O que era fantasia o que tornou?
A minha dor de cada dia
O pesadelo de acordar.

Sonho

O que dói não tem mais força para bater
O que resta é a solidão imaginária
Talvez fosse verdade quando disseste 'covardia'
Talvez fosse ilusão desde o princípio.
A torre ergue-se longe do solo
E sempre foi manipulada,
A bandeira bate forte contra o mastro
E o que dói não tem mais força
E a história de que o tempo cicatriza, já não cura
Ergue-se longe do solo
Inalcançável para as mãos
...são os teus cabelos...

20 de julho de 2010

Queda


Os laços foram divididos, foram separados
Ninguém notou
Foi como se a imagem não refletisse
Nem o reflexo no espelho
Nem em fotos 3x4
Laços separados por uma pedra no sapato
Que machuca apenas um dos pés
Enquanto o outro continua confortável.
Foi como se a dor não se propagasse
Nem em fotos 3x4...
O nó foi desatado.

14 de julho de 2010

Elo de separação


Por mais forte os laços que sejam
Por maior a amizade verdadeira
Falsos os lemas
Antiquadas fronteiras.

Por maior humildade do amor
E significado da vaidade
Falsas as rimas
Tola idade

Por mais insignificantes as intrigas
Por mais fortes os laços
Brava briga
Rude abraço

13 de julho de 2010

Alma


Versos engasgados compunham uma canção
Pelas páginas de um livro
Onde lágrimas exaustas mancharam.

Versos presos escreveram um poema
Por solos e paredes de uma trincheira
Onde marcas e tiros cravaram.

Palavras escondidas submeteram-se à tortura
Gritaram, choraram, sem se salvar
Por campos e nascentes, expiraram pelo ar.

Fugiram, fazendo-se notar
Apenas queriam alcançar teus ouvidos
Fazer-te escutar os versos perdidos...

8 de julho de 2010

Por onde andei


Gosto do silêncio das ruas escuras e vazias
Gosto da solidão e de correntes
Que não prendem, mas libertam

Gosto do cinza e da fantasia
Iluminada pela luz pálida de uma lua laranjada
Gosto do meu mundo e de como o faço.

Gosto das palavras na hora certa
E do conforto do abraço
Gosto da vida e da morte.

Ah, multidões,
Como me perco de mim entre vocês
Prefiro o silêncio e a solidão das ruas vazias...

7 de julho de 2010

Mal-me-quer


Aos trapos e fiapos
Mais que descosturado:
Rasgado.
Na solidão ele se dilacera
E finge que não vê
E finge que não ouve
Dissimula o amor que sente
Vergonha, pecado e talvez perdão.
O assassino só assiste
Com um sorriso nos lábios, vê o sangue
Cortado foi, como que com bisturi
"Traga o Super Bonder, talvez ainda de pra colar."

4 de julho de 2010

Sofrimento


Apenas a fraca luz do abajur ilumina
Não só o recinto, como também as idéias.
Vagalumes morreram com o mal
A aurora e o crepúsculo desapareceram
Não há mais lua, nem sol, nem estrelas
Há nuvens pesadas e frias.
Não há luz...
Só a luz fraca do abajur...
Que deixa um ar fantasmagórico no ar.
Fora isso, não há mais nada
Não há espaço
Só para a escuridão e... Só.

3 de julho de 2010

Fechado


Esqueci as fotos ao sol
E elas desbotaram
Desbotaram feito meu sorriso
E as lágrimas que já não caem,
Feito o sentimento e o amor
E o sangue no chão do quarto...
Esqueci as fotos ao sol
E elas se retorceram
Feito a vida, cheia de curvas
E o sofrimento que trouxe minha depressão.
E as imagens (das fotos) foram esquecidas
Por que os olhos de quem as tirou
Viam a beleza
E os olhos de quem as tirou
Agora só enxergam tristeza
E solidão...

29 de junho de 2010

Mergulho na alma


Somente em sonhos a vejo
Como a porta que levará todas emoções
Somente em momentos de solidão consigo
Perceber a falta que a força do destino faz.
E todos momentos de dor e desespero
Levam uma forma errada de ser e existir
Lágrimas cortantes são jogadas fora.
Não há nada como as cores
E todos momentos de dor e desespero
As levam embora...
Luz e escuridão
Pedras pontiagudas fazem parte do caminho
E nada como a dor e o desespero
Mas a alegria sempre morará em um dos acompanhantes
E um coração cheio de conforto servirá como apoio
Assim sou. Assim é.

19 de junho de 2010

Culpa


E parece até que não sabe
Que felicidade não se compra e sim se vive
E parece até que não nota
Que a minha já passou, que o que me resta é solidão,
Que daqui para frente é dor e doença
Sofrimento e...
E parece até que não sabe
Que quem terminou com a felicidade foi você
E que não há como comprá-la.

18 de junho de 2010

Estupidez II


Está ouvindo os passos dela?
Ouça o ranger do portão!
Pobre garota, teve o que tanto desejou...
Mas em seu rosto, nenhum sinal de arrependimento!
Quis fugir do sofrimento e encontrou outro maior...
Pobre moça desolada!
Ainda está perdida!
Veja como caminha analisando tudo!
Veja como seus passos são traiçoeiros e vive a tropeçar!
Veja! Olhe como ela não sabe o que fazer
Nem onde está...
Está ouvindo os passos dela e o ranger do portão?
Ouça como fingem chorar os que vem atrás dela...

17 de junho de 2010

Estupidez


- Ouça o som das trombetas -
Talvez seja ela que mais uma vez está para chegar
Aquela corvarde que não suporta a vida
Fraca que só ela.
"Ó Altíssimo! Tape meus olhos, não mostre tua face
eu não mereço"
Sensatez ela tem!
Sabe que não é merecedora
E talvez seja sua única virtude!
"Mas diziam que tinha um bom coração..." - Gritou alguém do fundo -
De nada vale o que ficou só na intenção!
"Ó Altíssimo! Ensurdeça-me para que não ouça tua voz
eu não mereço"
Ouça, ouça! Ela vem vindo mesmo
Ouça as trombetas! E o tapete,
Como o retiram para que passe sem sujá-lo!
Não ficou só na promessa!
Seu desejo foi mais forte que sua "força"
E ela sabe que errou
Mas eu sinto, ela não se arrependeu!
Queimará no fogo do inferno.
- Ouça como as trombetas pararam de soar -

16 de junho de 2010

Conversa frente ao espelho II


Responda o que queres que eu faça
Quando nada mais parece estar ao nosso favor
Diga-me como superar a distancia absurda
Com que Deus nos separou?
Vejo teus olhos no céu ao entardecer
E permaneço esperando teu carinho
E a tua cobrança me corrói.
Sinto, meu caro, em dizer-te
Que sem afeto já não é possível viver.
Tudo que vejo são cacos de espelho
Que cortam o rosto de um desconhecido
Onde estará a minha imagem?
Já não tens fé no que falo.
Sei que meu destino já é certo
E se a morte não for
Será a solidão eterna
Como "a beleza que contorna a lua".

15 de junho de 2010

Conversa frente ao espelho


Ó doce cavalheiro
Quisera eu fazerte entender
Que tudo que faço é para o bem
Pararmos de sofrer.
Ainda não sei bem por que é que pedi tais coisas
E em noites e dias chorando
Lembro-me da tua lembrança.
Meus pés fazem-me tropeçar
Mas quando se sabe o caminho
(amarga sina)
Os tombos fazem-se necessários
E saiba!
Sigo as placas que mandam até você!
Acreditas em mim?
Creio que nem Deus mais tem essa capacidade
Porém, enquanto não perder a fé no que digo
Me terás no coração
Como terei-te no meu.

Lembra-te de meus sonhos
Que agora tomam mais forma
E na música encontrarei teu amor
Em uma orquestra de crianças cidadãs.

14 de junho de 2010

Loucura


Se por fora tudo parece bem
É por que nunca olhaste os olhos
Pelo vidro da alma veria uma guerra interior
Em que um lado puxa para fugir
Enquanto outro puxa para ficar
E a proposta de fugir da vida é tentadora
Sem dores e solidão
Enquanto a força que puxa para ficar me diz
Que no meio do caminho encontrarei quem me tirará daqui
...reencontrarei.

13 de junho de 2010

Sentido [?]


Queria mais uma vez teu sorriso em meu olhar
E teu abraço confortando meu sofrimento.
Tua paciência acalma meu estado bipolar
E no conforto do teu beijo, sentia o alento.

A música, companheira, encantou
E no âmago da tragédia
O despertar de um violino que quebrou
Teatro de drama e comédia.

A rima para coração
Passou a ser simplesmente
Solidão

Ecoando em meu ouvido
E a música, que era tão bela
Foi deixada como amigo.

12 de junho de 2010

Teatro


E a felicidade durou um dia
E os poucos minutos ao teu lado.


Aquele que é Eterno sumiu
Levando o mais precioso
Deixando o vazio e a vergonha
A solidão e o descontentamento
E a saudade das palavras...
Dos sorrisos...
Do apoio...
Do sentimento de felicidade...

10 de junho de 2010

Violino desalmado


A alma se foi
Como de um violino quebrado
Só um agouro do que acontece
Para quem não respeita as cruzadas do destino
Para quem deseja de toda forma fazer diferente
E sabendo ser o seu melhor, vai atrás
(Não consegue)
Alma quebrada, destruída
E lágrimas saem pela verdade que deve viver
Sentimento sem amor
Sem alma
Sem caminho...
Sem artesão para consertar...

9 de junho de 2010

Vida [...]


E se ela falasse sobre o que sente
Sobre o que falaria?
Sobre a dor e paixão trancadas no peito,
Ou o egoísmo e falta de amor que vive?
Poderia dizer sobre o desapego ao materialismo
E o pressentimento de sua alma estar deixando o mundo físico,
Sem que a chamassem de louca?
Poderia falar sobre a falta de seu melhor amigo,
De seu leão
E das pessoas que a deixaram.
Poderia falar do sentido que sua vida toma...
Nenhum...[?]

8 de junho de 2010

Corrente (Para Wilson)


Um exemplo de superação
Há 8 meses lutando contra algo que parece mais forte
Mas só parece
Pois visto de perto, vê-se quem é o guerreiro que luta
Com um exército a sua volta,
Pronto para atacar de todas as formas.
Um exemplo que levo no coração,
E que cantamos as vitórias
As formas como se luta para vencer o mal
Aprendendo a superar
Aprendendo a entender o que nos leva a vida
Aprendendo com teu exemplo, primo
Um guerreiro mais forte que as ondas do mar.

Estamos todos do teu lado Wilson! Nada vai nos desmotivar!
Nada vai nos fazer desistir de lutar contigo! Nós te amamos!

31 de maio de 2010

Violentamente Pacífico



A maior poesia está escrita na pele,
No sentimento descrito por palavras.
A maior tristeza está no coração
Daquele que sente a poesia viva.

Violentamente Pacífico. Eu não veria, se fosse você.

30 de maio de 2010

Confiança


Tu mente e acha que não sei
Abusa da ingenuidade das pessoas
(e ainda acha que sou igual)
Engana e rouba
(rouba até lágrimas e corações)
Tu acha que é mais esperto que eu
Roubando, matando esperanças.
Tu não pode achar que pode esconder algo de mim.
Tu não me tem nas tuas mãos.

22 de maio de 2010

Tirania


A felicidade foi você quem levou
Sugou-a para ti
Teu sorriso sardônico enche de asco.
É a felicidade roubada, a que gastas.
O prazer que sente é vendo as lágrimas e soluços invisíveis a olho nu
Isso te fortalece?
Isso me enche de asco
É tirania!

Máscara

Se na vida nada mais importa
Qual é o motivo que leva a sorrir?
Os dias passam tão depressa
Como se nada fosse acontecer
(E nada acontece...)
O ímpeto de sorrir é falso
Lembranças? De momentos?
É!
Afastados por uma traição
(Solidão... solidão...)
Nem o afastamento da multidão
E sim a falta de amor no coração...

20 de maio de 2010

História de um suicida


Lágrimas indecentes que caem sem autorização
Porque ela choraria?
Seria tristeza? Emoção?
Ninguém sabia dizer
E em sua alma, pequena, crescia algo que a fazia sofrer
Era a certeza de sua infelicidade eterna.
E era assim, quando surgiu, pequenininho
E de repente a depressão ficou insuportável
E agora era grande o que a fazia sofrer.
E as lágrimas continuavam,
Agora, sem cessar
E em um certo momento, a vida ficou vermelha
E na sala de estar o cadáver da menina
Agora sem vida,
Sem sofrimento...
Era essa a única solução?

19 de maio de 2010

Amargura


Tua indiferença é como um rombo no peito
Teu irmão chora ao teu lado
Falta-lhe o pão
Falta-lhe abrigo
Mas enquanto não te atingir, tudo estará perfeito.
É essa indiferença
Que faz você sorrir
Enquanto teu irmão - alí, ao lado
Congela no frio, na sujeira.
Mas, "vamos trabalhar para ter hoje,
e amanhã trabalhamos para ter mais.
Vamos trabalhar, não precisa ganhar muito
só o suficiente para viver."
Mas nada te falta (para pensar assim, sem ajudar)
Nem pão,
Nem abrigo,
Mas para teu irmão
Falta-lhe até dignidade para viver.

18 de maio de 2010

Lembranças


O tempo passa e a ferida só se abre
O tempo, que deveria curar, machuca
A vida, que deveria passar, não passa.

Um sorriso foi deixado pelo caminho
E nem o vento foi capaz de trazê-lo de volta
Foi consumido pelo fogo, virou cinzas.

Um albúm, o que resta do passado
Fotos que mais parecem cartões postais:
Inalcançáveis.

Déjà vu


Chciałem powiedzieć, że kocham cię
Por que agora não há coragem,
É a impressão de que algo se repete
E o medo toma conta.
E a força foi deixada pelo caminho
Assim como os sonhos e a alegria.