31 de maio de 2010
Violentamente Pacífico
A maior poesia está escrita na pele,
No sentimento descrito por palavras.
A maior tristeza está no coração
Daquele que sente a poesia viva.
Violentamente Pacífico. Eu não veria, se fosse você.
30 de maio de 2010
Confiança
22 de maio de 2010
Tirania
Máscara
Se na vida nada mais importaQual é o motivo que leva a sorrir?
Os dias passam tão depressa
Como se nada fosse acontecer
(E nada acontece...)
O ímpeto de sorrir é falso
Lembranças? De momentos?
É!
Afastados por uma traição
(Solidão... solidão...)
Nem o afastamento da multidão
E sim a falta de amor no coração...
20 de maio de 2010
História de um suicida

Lágrimas indecentes que caem sem autorização
Porque ela choraria?
Seria tristeza? Emoção?
Ninguém sabia dizer
E em sua alma, pequena, crescia algo que a fazia sofrer
Era a certeza de sua infelicidade eterna.
E era assim, quando surgiu, pequenininho
E de repente a depressão ficou insuportável
E agora era grande o que a fazia sofrer.
E as lágrimas continuavam,
Agora, sem cessar
E em um certo momento, a vida ficou vermelha
E na sala de estar o cadáver da menina
Agora sem vida,
Sem sofrimento...
Era essa a única solução?
19 de maio de 2010
Amargura

Tua indiferença é como um rombo no peito
Teu irmão chora ao teu lado
Falta-lhe o pão
Falta-lhe abrigo
Mas enquanto não te atingir, tudo estará perfeito.
É essa indiferença
Que faz você sorrir
Enquanto teu irmão - alí, ao lado
Congela no frio, na sujeira.
Mas, "vamos trabalhar para ter hoje,
e amanhã trabalhamos para ter mais.
Vamos trabalhar, não precisa ganhar muito
só o suficiente para viver."
Mas nada te falta (para pensar assim, sem ajudar)
Nem pão,
Nem abrigo,
Mas para teu irmão
Falta-lhe até dignidade para viver.
18 de maio de 2010
Lembranças

O tempo passa e a ferida só se abre
O tempo, que deveria curar, machuca
A vida, que deveria passar, não passa.
Um sorriso foi deixado pelo caminho
E nem o vento foi capaz de trazê-lo de volta
Foi consumido pelo fogo, virou cinzas.
Um albúm, o que resta do passado
Fotos que mais parecem cartões postais:
Inalcançáveis.
Déjà vu
Devaneio

Contando as gotas da chuva que cai
A solidão torna-se menos densa
Até parecem lágrimas de anjos
Que escondidos, choram a tristeza guardada.
Contando as lágrimas que rasgam
O peito dói como estivesse na ponta de uma espada
Como se um canibal logo fosse comer o coração
Na frente de seu dono...
São gotas de sangue
Que pouco a pouco se dissolvem
E a vida amarga vai limitando-se a escuridão,
Um céu negro, sem nenhuma nuvem, nem estrela...
17 de maio de 2010
Ilusão
15 de maio de 2010
Filha de Dédalo

A máscara falsa cai na solidão
E as lágrimas são afastadas apenas pela vontade de sorrir
A dor maior é a felicidade que já aconteceu
Sentimento que pode ser dito: saudade.
As mágoas mantém-se firme no chão
Lugar onde só de longe via
As asas foram arrancadas a certa altura
E o paraquedas furado foi a consciência de que era o certo.
E a saudade de voar se sente ao olhar para o céu
Ver as nuvens passar e não alcançá-las.
As lágrimas são afastadas apenas pela vontade de sorrir
E a dor maior é a felicidade que já aconteceu.
14 de maio de 2010
Silêncio abafado
Dúvida

O temor é que as pessoas olhem nos olhos
Não há porque vejam o que não se pode ver
A alma de um lobo solitário.
A atenção está virada para todos os cantos
Tentando encontrar teu rosto por entre a multidão
E se tudo tivesse sido diferente?
E tivesse aceitado teu amor quando tenho certeza que tive?
Mas se assim aconteceu, é por que assim devia ter acontecido.
Ninguém liga para como o destino encaminha nossa vida
Apenas seguem de cabeça baixa.
Tento adivinhar o que está acontecendo
E para onde me levará esta nova estrada.
Sei que nem tudo está perdido
E que a vida estará flutuando novamente, logo, logo.
Prisão
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